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Inseticida DDT no sangue de mulheres grávidas e Autismo

ESTUDO NACIONAL DE COORTE DE NASCIMENTOS REVELA QUE OS METABÓLITOS DO DDT NO SANGUE DE MULHERES GRÁVIDAS ESTÃO ASSOCIADOS A CHANCES ELEVADAS DE AUTISMO NA PROLE

Esta publicação do American Journal Of Psychiatry é supreendente!!

Um estudo de mais de 1 milhão de gravidezes na Finlândia relata que níveis elevados de um metabolito do insecticida DDT proibido no sangue de mulheres grávidas estão ligados ao aumento do risco de autismo na descendência. Uma equipe de pesquisa internacional liderada por pesquisadores da Escola de Saúde Pública Mailman da Universidade de Colúmbia e pelo Departamento de Psiquiatria publicou esses resultados no American Journal of Psychiatry. O estudo, conduzido em colaboração com pesquisadores da Universidade de Turku e do Instituto Nacional de Saúde e Bem-Estar da Finlândia, é o primeiro a conectar um inseticida ao risco de autismo usando biomarcadores maternos de exposição.

Os pesquisadores do estudo investigaram se níveis elevados de inseticida diclorodifeniltricloroetano (DDT) em gestantes estão associados ao risco de autismo na prole.

Eles utilizaram os dados do Finnish Prenatal Study of Autism, um estudo de coorte nacional de nascimento. No total, os autores identificaram 778 crianças com autismo nascidas entre 1987 e 2005 e um grupo de controle correspondente foram selecionados. O número de gestantes selecionadas representa 98% das mulheres grávidas na Finlândia.

Amostras maternas do início da gravidez foram analisadas quanto aos níveis de DDE (p,p’-diclorodifenildicloroetileno), um metabolito do DDT.

Os resultados mostraram que as chances de autismo entre os filhos foram significativamente maiores com os níveis maternos de p,p-DDE no 75º percentil mais alto, após ajuste para idade, paridade e história de transtornos psiquiátricos (odds ratio = 1,32; IC 95%: 1,02 a 1,71).

As chances de autismo com deficiência intelectual foram 2 vezes maiores com os níveis maternos de p,p′-DDE acima desse limiar (odds ratio = 2,21, IC 95%: 1,32 a 3,69).

Com base nos achados, os pesquisadores concluíram que a exposição materna a inseticidas está associada ao autismo entre os filhos.

Há muito tempo já se sabe que o DDT e outros poluentes orgânicos persistem na cadeia alimentar, levando à exposição contínua entre as populações. No Brasil, o pesticida foi usado em larga escala para combater pragas, principalmente nas regiões Norte e Centro-Oeste, até a década de 90, quando foi proibido.

“Pensamos nesses produtos químicos no passado, relegados a uma era de toxinas perigosas do século 20”, diz o autor principal, Alan S. Brown , MD, professor de Epidemiologia na Mailman School of Public Health da Columbia University e de psiquiatria no centro médico da Universidade de Columbia. “Infelizmente, eles ainda estão presentes no ambiente e estão em nosso sangue e tecidos. Em mulheres grávidas, elas são passadas para o feto em desenvolvimento. Junto com fatores genéticos e outros fatores ambientais, nossos achados sugerem que a exposição pré-natal à toxina do DDT pode ser um gatilho para o autismo ”

Enquanto isso, ainda somos o país com maior utilização de agrotóxicos no mundo, e há todo sentido em pressupor que muitos outros sejam nocivos para a saúde também, mas nossos governantes parecem não estar muito preocupados com isso.

Os co-autores do estudo incluem Andre Sourander, Centro Médico da Universidade de Columbia, Instituto Psiquiátrico do Estado de Nova York e Universidade de Turku, na Finlândia;Keely Cheslack Postava, Centro Médico da Universidade de Columbia, Instituto Psiquiátrico do Estado de Nova York; Panu Rantakokko e Hannu Kiviranta, Instituto Nacional de Saúde e Bem-Estar, Finlândia; Susanna Hinkka-Yli-Salomäki, Universidade de Turku, Finlândia; Ian W. McKeague, Escola Mailman de Saúde Pública da Columbia; e Heljä-Marja Surcel, Universidade de Oulu, Finlândia.

Dr lucas homeopatia

Prof. Dr. Lucas Franco Pacheco – Médico especialista em Homeopatia pela AMHB – AMB, Professor da Faculdade de Medicina de Pouso Alegre – UNIVAS.
Diretor da Associação Paulista de Homeopatia – APH – triênio 2018-2020.



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