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Disfunção imunológica pode levar à doenças comportamentais como Autismo e Esquizofrenia

Dr lucas homeopatia

Prof. Dr. Lucas Franco Pacheco – Médico especialista em Homeopatia pela AMHB – AMB.

A disfunção imunológica pode aumenta a incidência de doenças comportamentais como o autismo e a esquizofrenia.

A Nature publicou no dia 21/07/2016 um artigo impactante em que demonstra ser necessário promover saúde imunológica para obter saúde mental:

A disfunção imunológica está associada à vários distúrbios neurológicos e mentais.

Há anos que os médicos homeopatas vem alertando para o perigo da disfunção imunológica e suas possíveis consequências deletérias para o organismo.

Uma das consequências drásticas que temos observado atualmente é o aumento de doenças comportamentais, principalmente na faixa etária pediátrica.

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Já está demonstrado por artigos científicos e pelas novas edições do livro de imunologia do Janeway que os linfócitos possuem receptores para neurotransmissores, entre eles a serotonina e noradrenalina, e que os neurônios possuem receptores para citocinas e mediadores químicos imunológicos. Ou seja, o sistema nervoso central se comunica diretamente com o sistema imunológico. Isso explica o porque de seu filho adoecer e acordar com febre 2 dias após você não cumprir a promessa de levá-lo ao parquinho, ou aquela criança que três dias após iniciar a escolinha arde em febre devido à ausência da mãe:

A decepção ou abalo emocional leva ao padecimento imunológico. O inverso também é verdadeiro: A disfunção imunológica pode levar à desorganização do comportamento social.

Costumo ensinar aos meus alunos e pacientes que doenças desorganizadas são aquelas que tem começo e não tem fim, ao contrário das doenças organizadas (infecções), que geralmente tem começo, meio e fim, após uma resposta inflamatória organizada realizada por um organismo com imunidade competente:

Retirado do Livro de Imunobiologia de Janeway - Infecção é doença organizada, após uma resposta imunológica eficaz que tem começo, meio e fim, permanece a imunidade adaptativa de memória, que são os anticorpos. Mas para esse ciclo ocorrer de forma eficaz, não pode ser usado corticoide ou antitérmico, pois eles bloqueiam interferon gama e não permitem a ativação das células imunológicas matadoras: As células Natural Killer - NK.

Retirado do Livro de Imunobiologia de Janeway – Infecção é doença organizada, após uma resposta imunológica eficaz que tem começo, meio e fim, permanece a imunidade adaptativa de memória, que são os anticorpos.
Porém, se o interferon (IFN) for bloqueado, pode não ativar as células imunológicas matadoras: As células Natural Killer – NK, impedindo, assim, a formação da imunidade de memória protetora: os Anticorpos.

No artigo publicado pela Nature em 21/07/2016, foi demonstrado que a disfunção imunológica está associada à vários distúrbios neurológicos e mentais. Demonstraram as descobertas recentes que comprovam que a imunidade pode influenciar o comportamento, o aprendizado espacial e a memória.

Estudo da Nature demonstra que a disfunção da imunidade adaptativa, em particular IFN-γ, está implicado em doenças caracterizadas por uma disfunção social.

Estudo da Nature demonstra que a disfunção da imunidade adaptativa, em particular IFN-γ, está implicado em doenças caracterizadas por uma disfunção social.

O surpreendente neste estudo é que os autores demonstraram que a imunidade é fundamental para o comportamento social:

Camundongos deficientes na imunidade adaptativa exibem déficits sociais e hiperconectividade das regiões cerebrais fronto corticais.

A pesquisa destes autores sugere uma forte interação entre interferon-γ (IFN-γ) e o comportamento social.  Afirmando que:

O IFN-γ é uma ligação molecular entre imunidade meníngea e circuitos neurais recrutados para o comportamento social.

Citam uma Meta-análise onde é observado que os roedores, peixes e moscas elevam assinaturas de gene de IFN-γ / JAK-dependente de STAT em um contexto social, sugerindo que o IFN-γ pode mediar uma ligação coevolutiva entre comportamento social / agregação e uma resposta antipatógeno eficiente (imunidade eficiente).

Este estudo demonstra que a disfunção da imunidade adaptativa, em particular IFN-γ,  está implicado em doenças caracterizadas por uma disfunção social e sugere uma ligação de coevolução entre o comportamento social e uma resposta imune antipatogéno impulsionado pela sinalização de IFN-γ:

O comportamento social é benéfico para muitos processos críticos da sobrevivência de um organismo, incluindo alimentação, proteção, criação e, para as espécies de ordem superior, a saúde mental.

A disfunção social se manifesta em vários distúrbios neurológicos e mentais, como transtorno do espectro do autismo, a demência fronto temporal, esquizofrenia, entre outros. Da mesma forma, o desequilíbrio de citocinas, uma disparidade de subconjuntos de células T e disfunção imunológica geral é frequentemente associada com doenças comportamentais.

A ciência comprova que devemos promover saúde imunológica para obtermos saúde mental.

As desordens imunológicas, tendem a diminuir a saúde global do indivíduo e, além disso, podem tornar as regiões frontais do cérebro hiperconectadas, causando consequências graves como alterações no comportamento social podendo levar à doenças como autismo e a esquizofrenia.

Neste artigo da Nature ficou evidente que:

Quando o sistema imunológico recupera a normalidade, com retorno da funcionalidade normal do interferon-γ, essas hiperconexões de regiões frontais do cérebro são reparadas e ocorre o retorno à normalidade do comportamento social.

Este artigo vale a pena ser lido na íntegra:

Unexpected role of interferon-γ in regulating neuronal connectivity and social behaviour. Nature; Volume:535,Pages:425–429Date published: Anthony J. Filiano1,2, Yang Xu3, Nicholas J. Tustison4, Rachel L. Marsh1,2, Wendy Baker1,2, Igor Smirnov1,2, Christopher C. Overall1,2, Sachin P. Gadani1,2,5,6, Stephen D. Turner7, Zhiping Weng8, Sayeda Najamussahar Peerzade3, Hao Chen8, Kevin S. Lee1,2,5,9, Michael M. Scott5,10, Mark P. Beenhakker5,10, Vladimir Litvak3* & Jonathan Kipnis1,2,5,6*. Clique aqui para ler o Artigo.

Autor: Prof. Dr. Lucas Franco Pacheco, Médico com título de especialista em Homeopatia pela AMHB-AMB.

site: www.doutorlucashomeopatia.com.br

 



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